8 de Julho | Dia Mundial da Saúde da Pele destaca a importância do diagnóstico precoce e da pesquisa científica para o enfrentamento das doenças dermatológicas
Celebrado em 8 de julho, instituído pela Liga Internacional de Sociedades Dermatológicas (ILDS) em conjunto com a Sociedade Internacional de Dermatologia (ISD), o Dia Mundial da Saúde da Pele reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das doenças dermatológicas. A data também chama a atenção para a necessidade de ampliar ações de conscientização e fortalecer políticas de saúde que promovam o acesso à informação qualificada, ao diagnóstico oportuno e ao cuidado integral da população.
No Brasil, doenças da pele, como o câncer de pele, as dermatites, a psoríase, a hanseníase e a leishmaniose cutânea, representam importantes desafios para a saúde pública. Além da elevada frequência de algumas dessas condições, muitas delas podem ocasionar impactos físicos, psicossociais e econômicos relevantes, especialmente quando o diagnóstico ocorre em estágios mais avançados, dificultando o tratamento e aumentando o risco de complicações e sequelas.
Para Natália Tavares, pesquisadora da Fiocruz Bahia e integrante do INCT Mucosa e Pele, responsável por pesquisas sobre a regulação da imunidade inata por microRNAs em doenças inflamatórias da pele, a atenção aos sinais clínicos e o acesso oportuno aos serviços de saúde são fatores determinantes para melhores desfechos clínicos. “Cuidar da pele vai além da estética, é um cuidado essencial para a saúde e a qualidade de vida. O diagnóstico precoce é um dos principais aliados para o sucesso do tratamento, reduzindo a transmissão de doenças infecciosas e minimizando os impactos na qualidade de vida dos pacientes”, afirma.
Segundo a bióloga, a população deve estar atenta ao surgimento de alterações cutâneas, como manchas, lesões, feridas que não cicatrizam ou modificações em pintas preexistentes. “É muito importante ficar atento a alterações na pele, como manchas, lesões, feridas que não cicatrizam ou mudanças em manchas e pintas que já existiam. Ao perceber qualquer alteração, é importante procurar avaliação médica logo, porque isso pode fazer toda a diferença”, ressalta.
Tavares também destaca que o enfrentamento das doenças dermatológicas depende de estratégias que articulem assistência, educação em saúde e produção científica. “Precisamos também falar sobre ações educativas, campanhas de conscientização e ampliação dos serviços de diagnóstico e tratamento como medidas efetivas para prevenção. Assim, será possível informar a população sobre esses sinais de alerta, estimular hábitos de prevenção e combater o estigma associado a algumas doenças de pele. Em conjunto, essas estratégias são essenciais para promover o cuidado integral e fortalecer a saúde pública.”
No INCT Mucosa e Pele, essas questões são abordadas por meio de pesquisas voltadas à compreensão dos mecanismos celulares e moleculares envolvidos em doenças infecciosas, inflamatórias e tumorais que acometem a pele e as mucosas. Entre as linhas de investigação desenvolvidas pelo INCT estão estudos sobre a interface entre imunologia, biologia molecular e doenças dermatológicas, que contribuem para a identificação de biomarcadores, o desenvolvimento de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas e a produção de evidências científicas capazes de fortalecer o cuidado em saúde e subsidiar futuras políticas e práticas voltadas ao enfrentamento dessas doenças.