O Instituto de Investigação em Doenças Infecciosas e Crônicas das Mucosas e Pele (INCT Mucosa e Pele) é formado por uma rede colaborativa de pesquisadores vinculados a instituições de todas as regiões do Brasil e também do exterior, reunidos para investigar como surgem e se desenvolvem doenças crônicas, infecciosas e tumorais que afetam as mucosas e a pele, além de produzir alternativas diagnósticas e terapêuticas por essas vias de administração.
As pesquisas buscam promover a compreensão dos mecanismos imunológicos e moleculares envolvidos nessas patologias, identificar biomarcadores associados à suscetibilidade, progressão e resposta terapêutica e gerar conhecimentos que orientem o desenvolvimento de novas abordagens de diagnóstico e tratamento.
Os estudos conduzidos pela rede incluem a investigação de doenças de alta prevalência no país, como infecções respiratórias virais, papilomavírus humano (HPV), doença de Crohn, colite ulcerativa, alergias como asma, dermatite e alergia alimentar, além de diferentes tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de cólon, câncer de mama e câncer de colo do útero. Também fazem parte das pesquisas doenças como leishmaniose, esquistossomose, hanseníase e toxoplasmose, historicamente negligenciadas no Brasil.
Os projetos são apoiados por plataformas tecnológicas voltadas ao mapeamento de biomarcadores, à análise da microbiota e ao desenvolvimento de agentes terapêuticos administrados por vias mucosas ou cutâneas. Pesquisas iniciais indicam o potencial de probióticos na modulação de doenças inflamatórias e infecciosas, além da identificação de biomoléculas e anticorpos com possível aplicação terapêutica e da padronização de metodologias avançadas de análise molecular.
A rede também se dedica à formação de estudantes e jovens cientistas altamente qualificados, à geração de soluções científicas e tecnológicas com potencial de aplicação em larga escala, ao desenvolvimento de ações de comunicação pública sobre saúde e divulgação científica voltadas à sociedade e à contribuição para a redução das desigualdades no acesso a cuidados de saúde.